O bom da vida é sair por aí...Descobrir o mundo, descobrir as pessoas e as coisas...Sentir, olhar, experimentar... viver o que é bom e saber diferenciar...ampliar os horizontes sem ter medo de ousar!!!!

Por Camila Marinho

30 de agosto de 2010

Quando a gente participa da história

Uma das melhores coisas do jornalismo é poder participar, de bem perto, dos fatos que entram para a história.

No último fim de semana trabalhei por mais de 20 horas. Muitas delas dedicadas à implosão do Estádio da Fonte Nova, em Salvador. Foram reportagens que mostraram desde os preparativos até a implosão de fato!

E, apesar de não ser baiana, confesso que me emocionei. Talvez por gostar tanto de futebol. Talvez por saber a importância que aquele lugar tem para tanta gente. Talvez por lembrar de tantas vezes que o marido falou daquele estádio pra mim, muito antes que eu pudesse imaginar vir morar na Bahia. E também por ser, por si só, um fato marcante.

Ver a emoção e o apego de tanta gente, o saudosismo, as lembranças....é marcante, não tenham dúvida!

E como todo mundo que passou perto do estádio antes dele virar poeira e entulho, eu também tirei fotos para me lembrar da "velha Fonte Nova". Para, um dia, mostrar para meu filho e dizer:
- "Olha filho, sua mãe estava ali. Trabalhou, viu de perto esse momento tão marcante!"

Essas primeiras fotos foram tiradas no sábado, um dia antes da implosão. Abaixo, eu e o cinegrafista Ubiratan Passos.



Já esta outra foto aí foi tirada no dia mesmo, com os colegas da imprensa Yula e Matheus, momentos antes da implosão.








Ao lado, foto tirada pouquíssimo tempo antes da implosão....Tirei do celular, por isso não está tão boa. Mas dá para ver o povo todo na beira do Dique do Tororó e o estádio, ainda de pé, ao fundo.






O vídeo abaixo, filmado às 10h25 da manhã de 29 de agosto, mostra a implosão. Também foi do celular....


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O que restou da Fonte Nova??? Um grande vazio. E entulho, muito entulho.


Se você quiser ver como foi a implosão, assista a reportagem que saiu no Bom Dia Brasil clicando aqui.

27 de agosto de 2010

Quando falta tempo...

... eu recorro aos vídeos graciosos do meu gostoso.

O mais fresquinho deles é este aí embaixo, feito hoje de manhã.

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Já este outro vídeo abaixo foi feito há duas semanas...Só para mostrar como meu pequeno já não é mais tão pequeno!

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E, pra encerrar, foto do gostoso com a vovó, que nos deu a graça de uma visita relâmpago no último fim de semana. Saudades, saudades, saudades da minha mãezinha...

24 de agosto de 2010

Almas perfumadas

Outro dia recebi um texto lindo! Que toca, emociona e nos faz rir feito bobo.
Tentei descobrir na internet o autor. Li que poderia ser de Carlos Drummond de Andrade. Mas não tive certeza. Só queria compartilhar com vocês "Almas Perfumadas"

"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.


O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.


Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.


Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.


Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus."

18 de agosto de 2010

Não diga "desta água não beberei"

Taí um ditado antigo, mas que não perde força nunca!

Eu sempre achei o fim da picada criança birrenta. Do tipo que se joga no chão, faz "chilique", dá escândalo e pirraça até tirar alguém do sério. Quando via uma cena dessas, eu soltava logo:
- "Detesto criança birrenta. Meu filho não vai fazer isso nunca!"

No fundo, no fundo, sempre achei que os pais eram culpados por não impor limites e ainda dar muito dengo. E tudo o que eu sempre abominei, agora se volta contra mim. Mesmo sendo "mãe bruxa", colocando de castigo, proibindo as coisas e impondo limites!!!

Nessas horas vejo minha mãe na minha frente dizendo:
- "Tá vendo Cá? Pagou língua!"

Pior é que paguei mesmo! Alguém me explica que fase é essa, que até no castigo seu filho te desobedece e quer te desafiar? Eu, que era contra a palmadinha (e já até falei sobre meu drama aqui), agora recorro a ela de vez em quando. Com a consciência pesada, é verdade, mas recorro! No entanto, palmadinha na bunda, de leve, só para assustar e mostrar que quem manda sou eu.

A verdade é que educar não é tarefa fácil! Não dá para ceder às vontades dos pequenos...

Capítulo à parte é a vergonha que a gente passa. Outro dia, no supermercado, Samuel estava no colo e esperneou porque eu não fiz a vontade dele. Ele me mordeu, gritou e se contorceu tanto que eu quase não fui capaz de segurá-lo. Ainda aprontou um choro escandaloso que atraiu todos os olhares. Eu não sabia onde me enfiar. Mas não cedi. Fingi que nada estava acontecendo e me fiz de cega, surda e muda (com ele no colo gritando). A minha vontade era dar umas boas palmadas e enfiar um saco na minha cabeça, de tanta vergonha. Assim que saímos de lá conversei com ele numa boa. Expliquei que era feio, errado, blá, blá....

É claro que entrou num ouvido e saiu pelo outro. A cena voltou a se repetir em outro grande supermercado daqui. Ai que vontade de me esconder! Só quem é mãe (e já passou por isso) pode me entender.. Fase "abençoada" (pra não dizer outra palavra) viu???

Em casa as birras se repetem.
- "Samuel, vamos comer?"
- Nãoooooooo (chorando)
- Vamos filho?
- Nãooooooooooooo (chorando e batendo o pé)
- Ô filho, tá gostoso!
- Nãooooooooooooooooooo (chorando, batendo o pé e agora se jogando no chão)
- Tá bom, filho! Fica com fome.
- Qué, eu qué (traduzindo: quero, eu quero)
- Então vem...vem que mamãe dá!
- Qué não...qué não....Nãooooooo (continua o choro e o show)
- ??????????

E assim, com muita birra, esse diálogo se repete umas 2, 3 vezes.Até eu cansar e dizer "chega, vai ficar com fome mesmo!". Deixo ele de lado, faço de conta que nem estou prestando atenção, e me faço de cega, surda e muda. E então, ele, no tempo dele, se arrepende e vem comer!

E sabe porque eu digo que é birra, e não falta de apetite? Porque ele não tem NENHUM problema para comer. Pelo contrário, é um monstrinho come-come, que traça o que vier! Como diria uma amiga, essa fase das birras deve ser uma fase bipolar dos pequenos.

Além de saber fazer birra como ninguém, ele também sabe fazer manha. E tenta ganhar a gente com toda a sua esperteza. Basta eu colocá-lo de castigo para ele me chamar, abrir o braços e pedir:
- Abaço (abraço), beso (beijo) (COM UM OLHAR DE CACHORRINHO ABANDONADO).
Depois, ainda solta um "dicupa mamãe" com a maior cara lavada do mundo. Aceito os beijos, abraços e a desculpa. Mas ele continua de castigo para aprender a obedecer e a ter limites.

Alguém, por favor, me diga que esta fase é normal e, principalmente, passageira?

Pra encerrar bem, vídeo do meu "marrentinho" e sua moto...
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15 de agosto de 2010

Outra fase...

Já perdi as contas de quantas vezes comecei e parei de fazer academia. Mais uma de minhas fases. Além da academia, já tive fase de nadar, caminhar e correr na areia da praia. Depois que Samuel nasceu, relaxei um pouco. Mas de vez em quando ainda corria, andava..

E então, em abril deste ano, resolvi comprar uma bicicleta. E resolvi comprar porque seria uma forma de malhar com prazer, já que detesto academia e amo bicicleta.

Quando eu morava em Belo Horizonte, teve uma época que eu andava com frequência. E então mudei para Maceió. Levei a bike. E continuei andando. Como ainda não dirigia, fazia tudo de bicicleta lá: ia à padaria, ao shopping, ao supermercado (e voltava carregada de sacola), ao salão de beleza... Ou simplesmente pegava minha bike para dar uma volta pela orla. Ah.... como eu amava fazer isso. E foi então que mudei para Salvador. Levei a bike. Mas passei a andar menos. A bicicleta enferrujou e cansei dela. Dei para uma pessoa que trabalhava aqui em casa. E só 3 anos depois comprei uma nova! A minha idéia era, pelo menos, ir para o inglês duas vezes por semana de bicicleta. O problema é que desde abril o tempo anda instável em Salvador. E com essas chuvinhas típicas daqui, nem sempre dá para andar de bike. Por isso andei (e tenho andado) pouco!

Mas aí cismei que agora volto com força total para a malhação! Mas desta vez estou determinada mesmo!!! Imagine acordar no domingo antes das 7 da manhã para malhar??? Eu fiz isso. A idéia era andar de bike. Como estava chovendo (tá vendo que essa chuva só cai quando decido sair de bike?), quase desisti. Mas aí pensei: "não ceda à tentação! dê um jeito!"

E dei!!! Como o play do prédio é enoooorme, foi lá que caminhei por meia hora. Depois, sessão de abdominais em casa mesmo! E se você também quer malhar, mas tem preguiça de academia, tá sem dinheiro ou acha que o problema é falta de tempo, não pode perder a reportagem que fiz para o Jornal Hoje de ontem (14/08). Corra e clique aqui para ver o vídeo! Tenho certeza que vai mudar de idéia!

13 de agosto de 2010

Complicada e perfeitinha....

Mulher de fases!

Sim, talvez eu seja uma...
Há certas coisas na vida que adoro e não abro mão. Mas também há outras que me agradam em determinadas fases. Fases que não tem relação nenhuma com TPM (já que deste mal eu não padeço), humor (afinal estou sempre bem humorada) ou estado de espírito. São simplesmente fases, que vem e vão....

- Já tive fase de sair de segunda a segunda...
- Já tive fase de beber todas (ok, isso faz muito tempo). Ainda bem que tudo passa né?
- Já tive fase de “pegação” total (ok, lá trás nos meus tempos de solteirisse absoluta).
- Já tive fase de ser rata de praia. Acho que era empolgação de mineiro recém chegado numa cidade de praia.
- Eu amo esmalte claro, de preferência o renda, da Risqué. Mas agora eu ando na fase do escuro. Ando enlouquecida com o Black (Colorama). Antes eu achava que era esmalte de metaleiro, roqueiro ou gótico. Mas depois que passei uma vez, apaixonei.
- Já tive fase de querer só sandália de salto. Hoje eu vivo a fase da sapatilha.
- Brinco, anel, colar e pulseira tinham que ser prata. Ou nada feito. Agora ando na fase do dourado. Mas sem exagero pra não parecer perua. É um anelzinho e um brinquinho. Just it.
- Sempre amei maquiagem. Mas agora estou numa fase de fissura total...
- Há um tempo eu não podia ver coisinhas de casa que logo comprava. Tive uma fase de vela então...parecia até beata de igreja (mas eram velas charmosinhas, para um jantarzinho “romantiquinho” ou para receber amigos, viu?)
- Depois, quando engravidei e Samuel nasceu, veio a fase de coisinhas de criança.
- Agora vivo uma fase minha. De me produzir, de gastar comigo, entende?
- Fase de comida é engraçada. Tinha época que eu não podia ver um carrinho de milho na rua que pedia para parar e comprar. Era impressionante. Depois veio a fase do cuscuz doce. Depois a fase da pipoca docinha, aquela da embalagem rosa, sabe? Também tive fase de mingau, coisa que encontramos fácil pelas ruas de Salvador nas primeiras horas da manhã. Agora... bem, agora eu não sei que fase vivo. Ah...a fase do doce, principalmente do chocolate. Apesar de que essa fase não passa nunca!
- Também ando numa fase brava de massas. Se deixar eu como espaguete com molho de tomate e queijo ralado (ralo grosso) de manhã, de tarde e de noite...hehehehe
- Amo minha câmera fotográfica. Mas ando numa fase de foto pelo celular. Olha uma das mais recentes aí embaixo... Tirei enquanto a maquiadora da TV me preparava para ir ao ar....Reparem no dourado do anel e no escuro do esmalte, fase atual. O esmalte aí da foto é o Cosmopolitan, da Colorama.

- Outra fase é a da nécessaire. A última que comprei foi essa aí da foto ao lado. Boa porque cabe tudo. Uma hora dessas conto pra vocês o que carrego dentro dela.

Samuel pelo visto me puxou e tem suas fases... Ele já foi louco por ônibus, caminhão, Kombi e Fusca. Agora anda numa fase de loucura por motos e pelo capacete imaginário dele (na verdade, o casco da tartaruga de plástico é o que ele chama de capacete).

Gente, esse menino não pode ver uma moto. Olha aí no shopping....
*foto de celular

Para fazer jus à paixão dele, o Tio Gugu mandou de presente de aniversário uma moto elétrica. Dá para imaginar como ele ficou né? Então vamos às fotos....

 Esta foto aí ao lado foi assim que ele tirou a moto da caixa. Mesmo desmontada, ele não saiu de cima dela.


Abaixo, todo o processo de montagem, que ele acompanhou e participou mesmo.


E nessa outra foto, a moto montada e a alegria dele! Quem aguenta esse menino de fases???

10 de agosto de 2010

Os 2 anos de Samuel

Samuel completa hoje 2 anos de idade. E o que dizer destes 730 dias de vida do meu Bebeco, do meu anjo que caiu do céu?

A primeira coisa é agradecer. Agradecer pela saúde do meu filho. Pela alegria que ele me proporciona todos os dias, pelo sorriso no rosto dele me fazendo sorrir mesmo quando estou triste, pelo amor e pela felicidade plena.

Quando me diziam que ser mãe era a melhor coisa do mundo, eu não tinha noção do quanto realmente era bom. Foi a partir do momento que ouvi o chorinho dele saindo da minha barriga, e quando senti aquela pele de pêssego no meu rosto, que comecei, finalmente, a entender esse sentimento de amor incondicional.

E quanta coisa muda na vida da gente depois dos filhos. Nesses 2 anos, a minha mudou bastante. Mudaram as prioridades, alguns sonhos e outras vontades. A gente deixa de pensar menos na gente e passa a pensar muito mais naquele ser abençoado por Deus. E mesmo com todas as dificuldades, os medos e as apreensões de uma mãe de primeira viagem, não há, realmente, nada melhor do que os filhos.

Ouvir mamãe, ver os primeiros passos, as primeiras palavras... Cada fase tem um "sabor" especial. Tem a difícil tarefa de educar, é verdade. Mas, por outro lado, é um orgulho ver seu filho pedindo "fá favor"(faz um favor?), "cença" (licença), dizendo obrigado, dando beijinhos e fazendo carinho.

Dia desses eu estava com uma mega dor de cabeça. E enquanto eu colocava o pijama dele e ele "pintava o sete", eu pedi:
- Ô Samuel, fica quietinho. Mamãe tá com a cabeça doendo. Tá dodói.

Foi então que ele, num jeito puro, meigo e inocente, olhou pra mim e beijou minha cabeça. Eu não esperava, e muito menos imaginava, que ele pudesse ter uma reação dessas.

Melhor ainda é ouvir: eu "ti" amo mamãe. É o que toda noite, antes de dormir, ele diz pra mim. Não há coração que aguente tanto amor a troco de nada.

Eu já me considerava uma pessoa feliz, mas depois de Samuel a felicidade aumentou. Deus foi muito bom pra mim colocando esse anjo na minha vida.

Tem uma música que desde antes do nascimento do Samuel eu já ouvia pensando nele. Depois que ele nasceu a música soou muito mais bonita. Espatódea, uma canção de Nando Reis feita em homenagem à Zoé, filha dele. 

Minha cor
Minha flor
Minha cara

Quarta estrela
Letras, três
Uma estrada

Não sei se o mundo é bom
Mas ele ficou melhor
Quando você chegou
E perguntou: Tem lugar pra mim?

Espatódea
Gineceu
Cor de pólen

Sol do dia
Nuvem branca
Sem sardas

Não sei o quanto o mundo é bom
Mas ele está melhor
Desde que você chegou
E explicou
O mundo pra mim

Não sei se esse mundo está são
Mas pro mundo que eu vim já não era
Meu mundo não teria razão
Se não fosse a Zoé

Quer ouvir a música? Então aperte o play...Ainda falando do aniversário de Samuel, para não passar a data em branco fiz uns brigadeiros. Acendi a vela e cantamos parabéns. Eu, que não permito doces, deixei ele comer. Foi a maior alegria para ele comer "gadeiro". No vídeo abaixo os parabéns (só não levem em consideração a minha voz e a minha empolgação....são coisas de mãe)
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Abaixo, a continuação do vídeo....

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Para matar a curiosidade, ele comeu QUATRO brigadeiros. E chorou porque queria mais. Foi até demais né gente??? Passei dos meus limites dando 4 brigadeiros ao menino!

9 de agosto de 2010

Da série coisas boas da vida...

O título do post foi só para causar boa impressão. Na verdade vou começar a "série" falando das más coisas da vida. Sabe por quê? Porque fiquei SEIS dias sem internet em casa (daí o motivo de não ter atualizado o blog). Problema da operadora e quem paga o pato sou eu.

Sinceramente? A vida não é a mesma sem internet. E olha que eu não sou do tipo que fica hooooras navegando (até porque nem tenho tempo para isso).

Ok! Próximo ponto. Tem coisa pior do que enfrentar fila? Imagine então fila de cartório com 1 atendente e 60 pessoas na sua frente? Era a minha situação hoje de manhã.

E pessoa mal educada, mal humorada e mal amada??? Chega né??? Melhor parar de falar sobre coisas ruins e ir direto às coisas boas. Assim, começo bem a semana!

Prontos para as boas coisas da vida?
- Se apaixonar
- Amar e ser amado (nossa, isso tá parecendo frase de papel de bala)
- Beijar na boca
- Viajar, viajar, viajar...SEMPRE!
- Dançar, dançar, dançar... (ai meus tempos de boate em BH)
- Rir, gargalhar e ser feliz
- Ter amigos...
- ... e estar com eles
-  Estar com a família
- Comer bem
- Ter um filho lindo (em todos os sentidos)
- Ter paz de espírito e consciência tranquila
- Plantar e colher o bem
- Festejar momentos especiais
- Brindar
- Ter aumento de salário...
- ...e dinheiro sobrando no bolso
- Gastar sem culpa
- Olhar no espelho e se achar um "isxxxxxpetáculo"
- Dormir bem
- Ver o pôr-do-sol
- Admirar a lua cheia
- Céu estrelado
- Gritar de felicidade
- Nadar
- Andar à cavalo (êta meus tempos de Minas)
- Andar de bicicleta na orla
- Estar de folga
- Ficar de perna pra cima
- Não ter hora pra nada, não ter pressa, não se estressar
- Beber champagne
- Ter um vizinho que faz um mix de cogumelos e te dá uma marmitinha quentinha assim que você chega do trabalho (sim, EU TENHO!)
- Chegar esfomeada e encontrar comida gostosa feita na hora
- Café da manhã na cama
- Cinema com pipoca e confete de chocolate de "sobremesa"
- Chocolate
- ... e mais chocolate
- Morango com chantilly
- Água gelada para matar a sede
- Massagem
- Banheira de hidromassagem
- Conversa boa
- Sorvete de doce de leite (da "velha" de Minas)
- Batata frita feita em casa
- Algodão doce
- Pão de queijo "quentin" com um "cafezin" preto
- Gente cheirosa
- Ser bem atendido
- Cidade limpa
- Praia vazia
- Banho quentinho
- Roupa nova
- Ganhar presente
- Receber flores
- Receber elogio
- Realizar um sonho
- Buscar a felicidade
- Ser feliz
- Ser o número 62 na fila de espera, mas ter como consolo quem é o 173
- Melhor ainda é quando o número 49 lhe oferece a senha dele em troca da sua 62 porque está esperando por alguém. Foi o que aconteceu comigo hoje de manhã, depois de esperar 3 horas e 40 minutos para ser atendida.

Depois dessa, carpe diem, que minha semana já começou bem!
Amanhã volto aqui para falar dos 2 anos de Samuel!

2 de agosto de 2010

Como é triste a despedida!

No início foi difícil, muito difícil...
Afinal, era uma pessoa estranha dentro de casa. Eu não sabia se poderia confiar, se era de boa índole e, principalmente, se cuidaria bem do meu filho. Sem contar que seria o dia inteiro, dividindo minha privacidade e minha vida, com uma pessoa que eu sequer conhecia direito.

Confesso que, bem no início, eu via defeito em tudo. Mas não falava para ela. Comentava com minha mãe, meu marido, meus amigos. Até que minha mãe, na sua eterna sabedoria,  falou:
- Camila, você não vai encontrar ninguém perfeito. Mas se ela cuidar bem do seu filho... isso é o que importa!

Ela tinha razão.  A partir daí comecei a "ver com outros olhos" realmente. A casa não ficava perfeita, mas com Samuel ela era muito amorosa e cuidadosa. E por incrível que pareça, ela conhecia e entendia muito bem todos os jeitos e vontades do meu Bebeco. Se eu chamasse a atenção dele por algo errado, era para ela (na ausência do pai) que ele corria. Se queria comer alguma coisa e sabia que eu não daria, era para ela que ele pedia.

Eu também passei a tê-la como uma "conselheira" das coisas de Samuel.
- Será que dou leite a ele antes de dormir?  - eu perguntava
- Dá não... ele comeu muito no jantar - ela respondia.

Ela acompanhou tudo, dos 5 meses e meio até agora, aos quase dois anos. Por isso sabia tanto dele. E logo no início, vivia se perguntando:
- Como será que ele vai me chamar quando começar a falar? Fá, Fafá, Faby????

Para surpresa dela (e nossa também), ele falou "Ane". Mesmo sendo FabiANA o nome dela. E assim ficou. Era desse jeito que ele a chamava nos últimos 6 meses. Na última sexta-feira, pela primeira vez, falou Fabiana. Foi brincando de esconde-esconde com ela dentro de casa. Eu falei assim:
- Samuel, procura a Fabiana. Fabiaaaaaaana, Fabiaaaaana...
E então ele chamou:
- Fabiaaaane, Fabiaaaane...

Ela se assustou e falou:
- Ah não, meu nome é "Ane"!

Pois é...Mas sábado foi o último dia de Ane aqui. Ela pediu para sair porque iria voltar para a terra dela, Vitória da Conquista. Por causa disso, passei as duas últimas semanas (desde que ela me avisou), angustiada. No sábado, dia de acertar as contas com ela, trabalhei o dia inteiro. Com medo da despedida, pedi para o marido acertar as contas. Mas ele disse que não. Eu é que deveria fazer isso.

Então, quando cheguei, acertei tudo. Na hora de sair, ela segurou Samuel e deu um beijo nele. Mas imediatamente devolveu Samuel a Marcones. Não aguentou e começou a chorar. E eu, como sou "manteiga derretida", fui no embalo. Peguei Samuel e dei um abraço nela. Só consegui dizer obrigada! As lágrimas impediram qualquer outra palavra. Ela saiu chorando. E eu fiquei chorando. Com Samuel no colo, me olhando assustado e dizendo:
- Dicupa mamãe.

Tadinho... ainda não era capaz de entender uma despedida. Expliquei que ele não havia feito nada, e que mamãe estava chorando por outro motivo.

Passei o fim de semana angustiada com isso. Pensando em como alguém, que não é nem da família, nem um amigo de verdade, pode mexer tanto assim com a gente. Entrar na nossa vida, fazer a diferença e depois ir embora. Como explicar a uma criança que ela provavelmente NUNCA mais vai ver alguém que ele tanto gosta??? Difícil né?

Agora tento me acostumar à vida sem Ane. E partir do zero com DaiANE, a nova babá. Espero que Samuel também se acostume. E que também seja tão amado por ela quanto foi por Ane.
Só uma observação: Ane para ele é única. Ele já chamou Daiane de Daiane mesmo!

Para não deixar esse post triste demais, vídeozinho de Samuel. Ok, ele também chora no vídeo. Mas é mostrando sua veia artística...Veja!
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