26 de setembro de 2009

Direito de resposta

Enquanto jornalista tenho o dever de dar o direito de resposta a qualquer pessoa que se sinta ofendida por algo que eu tenha dito.

Minha mãe pediu o direito de resposta! Pelo post anterior. Pode?
Pode!

Tadinha. Acha que teve a imagem denegrida quando eu disse que apanhei de tudo quanto é jeito!

- Cá, a próxima vez que você me "queimar" no seu blog dizendo que eu bati em vocês (filhos) não converso mais com você. - disse ela.

Só pude dar risada, é claro!

Então vamos aos esclarecimentos, querida mãezinha!

Comecei o assunto com a seguinte frase: "Apanhei na infância e não virei um monstro comedor de criancinha." - Ponto positivo para você!

Depois, ainda disse: "Claro que eu morria de ódio do que minha mãe fazia. Mas hoje acho que valeu a pena cada castigo aplicado." - PONTO SUPER POSITIVO!

Esclarecimentos gerais: conheço milhares de pessoas que apanharam e, assim como eu, não viraram monstros comedores de criancinhas. Muitas pessoas da minha época apanhavam da mesma forma. As "correiadas" no bumbum eram clássicas. Minha mãe só não batia no rosto e na cabeça! Isso sim seria demais!

Repito: acho que valeu a pena cada castigo aplicado. Isso me fazia ter medo, me fazia respeitar e ter limites. Coisa que a garotada de hoje vem perdendo.

Minha mãe deu uma educação exemplar. Me ensinou a ter respeito, me ensinou a ser uma pessoa correta e honesta. Se hoje sou o que sou, devo tudo a ela!

Esclarecido?

Outro ponto que ela reclamou diz respeito a um post um pouco mais antigo, sobre o primeiro ano de Samuel.

- Ele já está falando "tudo", mas e vovó??? Você está querendo me boicotar??? Quer que ele esqueça vovó??? - disse em tom de braveza.

Esclarecimentos: não, não estou querendo te boicotar! Ele nunca vai esquecer vovó. E ele fala "uouó" quando vê sua foto ou quando eu digo: "Vamos ligar para a vovó??"

Fique tranquila! Você é a melhor mãe e avó do mundo! E eu e Samuel te amamos do fundo do nosso coração!

9 comentários:

  1. Anônimo2:15 PM

    Eu também assim como você apanhei, levei muita bronca e nem por isso hoje tenho traumas, pelo contrário agradeço meus pais pelas broncas e pelas palmadas, pois hoje sou uma pessoa honesta, tenho respeito pelas pessoas.
    Abraços,
    Simone Lima

    Se puder leia esse texto é bem interessante para nós que somos mães.


    “LIMITES”.

    Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E, com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história.

    O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca.

    Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo a outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.

    Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos.

    Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.

    E o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.
    `
    À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical, para o bem e para o mal.

    Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito.

    E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais.

    Mas, à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco os respeitem.

    E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.

    E além disso, os patrocinem no que necessitarem para tal fim.

    Quer dizer: os papéis se inverteram, e agora são os pais quem tem que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado.

    Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e "tudo dar" a seus filhos. Dizem que os extremos se atraem.

    Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles.

    Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter, e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão.

    Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

    Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar sua vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, os carregando e rendidos à sua vontade.

    É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundado uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.

    Os limites abrigam o indivíduo.

    Com amor ilimitado e profundo respeito.

    Mônica Monasterio (Madrid- España)

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  2. Anônimo6:43 PM

    Antes de qualquer coisa agradeço do fundo do coração suas palavras. Quando me sentir no direito de resposta é porque realmente este assunto é muito polêmico. Mas hoje realmente o que vemos é um total desrespeito de filhos com os pais. Hoje os pais querem tirar um peso das costas no quesito de educação então tentam comprar os filhos. Como disse a você as minhas correiadas e palmadas eram por uma causa justa. Antes de doer em vocês doia em mim. Era uma difícil tomar esta atitude. Mas antes de mais nada foram necessárias. Hoje vendo vocês vejo que valeu a pena. Meu maior orgulho são vocês meus filhos. Orgulho também das escolhas que fizeram com marido e esposas. Outra grande geração que vem vindo me enchendo a boca de orgulho: Samuel e daqui a pouco Matheus. Quero ser uma avó que meus netos tenham orgulho de falar. FAMÍLIA É UMA BENÇÃO DE DEUS. Educação é uma benção dos pais. Que Deus dê a vocês muita sabedoria na hora de agir, de tomar atitudes. Nunca faça nada no momento de raiva pois a raiva cega as pessoas. Obrigada por tudo. Obrigada a Deus por ter me dado uma família maravilhosa. Que vocês continuem sempre sendo pessoas respeitadas e respeitosas. Amo muito vocês. Beijos e em especial meu amorzão. Vovó Valéria. Amei quando você me ligou e meu amor disse uouo. Encheu meu coração de felicidade.

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  3. hehehehe
    Então tudo explicado para a vovó, né?
    Beijinhos***

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  4. Anônimo11:36 PM

    Ei Cacáaaaaaaa! saudades! amei seu post, já morri de rir, cLaro!
    aki, excelente o texto da sua amiga lá em cima em? uauaua! top!
    E vc, vê se desencanaaaaaa dessa bobagem de q bater traz traumas, nada haverrrrr! quase joguei a tv pela janela no dia daquela reporatgem infeliz q saiu no fantástico! ridículo! não sou nada anormal, pelo contrário, foram os tapinhas, castigos e etc q tbm fizeram de mim um ser humano leal.
    Don´t worry runny, sou a favor dos bons tapinhas e correções, a meninada hj faz o que quer e esta totalmente sem limites por falta destes! Crie seu filho como vc acha q convém, não vá pelo q a tv ou pediatras falem, quem aguenta o "perrengue" dentro de casa é vc!
    E como tdo na sua vida, com certeza tbm será uma ótima mãe!
    Bjooooo enorme! Bel/BH

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  5. Anônimo1:03 AM

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  6. Oi Camila... eu também apanhei várias vezes de meu paizinho hehh, era muito peralta ahahh
    Era cada cintada hehhe, mas nem por isso fiquei com traumas e tudo que meu pai fez por mim e faz até hoje sempre foi pro meu bem, hoje com filhos percebo o quanto é difícil impor limites...tenho um menino de 12 anos então imagina??!!
    adorei o direito de "resposta" da sua mãezinha hehhe
    Vc acredita que quando falo que meu pai me batia ele diz que não se lembra! ahahhah
    Quem bate esquece rápido, quem apanha humm outra história...

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