O bom da vida é sair por aí...Descobrir o mundo, descobrir as pessoas e as coisas...Sentir, olhar, experimentar... viver o que é bom e saber diferenciar...ampliar os horizontes sem ter medo de ousar!!!!

Por Camila Marinho

6 de junho de 2009

O futuro dos nossos filhos

Brincar de mocinho e bandido era das brincadeiras mais inocentes no meu tempo. Ninguém queria ser o vilão, o bandido da vez, é claro. Mas alguém tinha que ser, para dar sentido à brincadeira. Só que ninguém temia que aquele "bandido de faz-de-conta" pudesse se tornar um bandido da vida real. Nem mesmo os pais. Afinal de contas, o que tinha demais??? Não me lembro de ninguém conhecido virar bandido de verdade por causa daquelas brincadeiras.

Revólver de brinquedo, a espada do He-Man, e outros tantos brinquedos do tipo... Que menino nunca sonhou com um assim?? Só mesmo para brincar...

Mas os tempos mudaram. E o brincar de ontem já não faz mais sentido. Hoje, revólver de brinquedo só se for na mão de bandido de verdade, que o usa para amedrontar sua vítima e cometer o assalto. E a brincadeira de mocinho e bandido virou a brincadeira do tráfico. Quem vai ser o dono da boca de fumo? Quem vai matar quando a polícia invadir o morro???

Sim, os tempos mudaram...Lá se foi a inocência e a ingenuidade. As crianças de hoje tem outro pensamento. E tem outros medos também. Nada de fantasma, de bicho papão ou do velho do saco. O medo de hoje é de assaltante, de sequestrador. Medo de morrer vítima da bala perdida...

Bons tempos os que eu vivi. Pena que não voltam mais e que, infelizmente, não poderei proporcionar ao meu filho... Agora, com este filho começando a vida, me pergunto: como educar nos dias de hoje? Como prepará-lo para a vida, para a não-violência, para longe da criminalidade?

Me lembro de sempre ouvir minha mãe dizer: "diga com quem andas e direi quem tu és". Besteira, eu pensava. Hoje, essa frase faz muito mais sentido pra mim. Não só para mim, mas para todos que tem filhos começando a vida...

Com quem Samuel vai andar? Quais serão as suas amizades?

Numa sociedade cada vez mais violenta, em que o crime virou banalidade, não há como não se preocupar.

Principalmente quando o (mau)exemplo vem de berço. Ver um pai ensinando seu filho e uma sobrinha a assaltar dói. Causa revolta e indignação. Poderia ser cena de novela, mas foi real. Para assistir à reportagem clique aqui.

10 comentários:

Suzana disse...

Eu vi essa reportagem aqui, e fiquei super chocada! Infelizmente isso nao é novela, é vida mais que real e tem mtos que fazem isso.Assiti tb da mae que vendia sua propria filha pra prostituiçao. A vida de uma criança virou banalidade.
Tb fico nessa preocupaçao de como educar. Temos que rezar e pedir a Deus pra que abençoes e proteja-os de todo mau. A vida no mundo esta mto dificil.
Tenha um otimo fim de semana!
beijos

thuca disse...

Pois é menina querida. Eu passei por essas mesmas perguntas que VC se anda fazendo(decada 80). Como criar filhos,como ensinar que as companhias (s0c0rr0) Optei por criar com exemplos sempre mostrei a realidade e como sua mae eu sempre acreditei e ensinei as minhas 2 meninas e amem Fui ouvida
Agora ja estou me preparando para a chegada de netos e novamente vou usar a mesma frase
"diga com quem andas e direi quem tu és".
bjsss

Marcia Parassol disse...

Pois é Camila! A cena está correndo o mundo, foi notícia aqui em Portugal no noticiário local e assisti também pela Globo Internacional.
Que saudade do tempo que brincávamos de pique-esconde lembra???
A violência tem chegado em Portugual, mas não descaradamente como no Brasil, mesmo assim vivemos com uma certa tranquilidade e os portugueses cobram muito dos políticos e temos a União Europeia que exige providências, transparências e respeito pelo cidadão. Afinal, pagar imposto neste continente não é fácil.
Que Deus proteja nossos filhos.

Beijos,

Márcia Parassol - Cascais

Allan Robert P. J. disse...

Li - estarrecido - a notícia do imbecil ensinando a 'profissão' à filha. A resposta à sua pergunta está ali. O exemplo dos pais representa a inclinação dos filhos. Infelizmente.

Mamãe Nathi disse...

Ô Camila, esses assuntos me trazem muita preocupação...
A situação é desesperadora!
Mas vou fazendo a minha parte, e ensinando para a Aninha o bom caminho.
Bjs***

Karla Maria disse...

Nem me fale, Camila.
Fiquei tão indignada com aquele horror...Deus tenha misericórdia e proteja aquelas crianças e todas as crianças do mundo inteiro.
Bjs

Anônimo disse...

É uma frase que sempre estaremos dizendo. É uma realidade. Quando mais novos vocês não davam muito realidade aquilo que diziamos, hoje você vê que é uma realidade. O mundo está cada vez mais violento, mais desumano. As pessoas não se respeitam, não tem amor. Mas famílias como a sua e várias outras poderão quem sabe mudar a visão de muitas pessoas. Neste momento deverá haver uma união de várias famílias para que o bem possa caminhar por nossas vidas. PLANTEMOS A NOSSA ÁRVORE PARA QUE POSSAMOS COLHER BONS FRUTOS. Que Deus nos abençõe e ilumine nossas vidas. Amo vocês. Vovó Valéria

Any disse...

Camila...sabe que tb tenho este sentimento meio nostálgico da infância e adolescência que tive e que Clarinha não poderá ter. Infelizmente hoje nossos filhos vivem em liberdade vigiada, não por eles em si, mas pelos outros...por mais que vc dê uma boa educação, bons exemplos e orientação, a violência não distingue isso e pode nos afetar a qq momento...isso assusta. não tinha visto esta reportagem,mas ela denota a total ausência de humanidade. Smepre discordei de quem dizia que não teria filhos, pois o mundo está muito dificil, penso que não é deixando de ter filhos que ele vai se tornar melhor...precisamos é mesmo sempre encaminhar nossos filhotes para o bem, conhecer bem com quem ele anda e o que faz, mesmo que de longe...rsss...só assim podemos contribuir para mudar um pouco esta realidade caótica.

Any disse...

ahhhh..estamos esperando sua visitinha...Any e Ana Clara

Cláudia M. disse...

Que coisa horrível, Camila, eu desconhecia essa história, que infelizmente não é história, mas sim vida real.
É arrepiante. O que me chocou mais foi a vozinha inocente da menina, tão pequenina, sendo levada a repetir esses "ensinamentos", e a dar coronhadas! Que horror! Espero que essas crianças ainda vão a tempo de esquecer essas liçôes!