O bom da vida é sair por aí...Descobrir o mundo, descobrir as pessoas e as coisas...Sentir, olhar, experimentar... viver o que é bom e saber diferenciar...ampliar os horizontes sem ter medo de ousar!!!!

Por Camila Marinho

17 de julho de 2007

Até quando isso vai durar???

Depois de cinco maravilhosos dias em Belo Horizonte, cheguei hoje à tarde (17) em Salvador. Enfrentei exatamente duas horas de atraso no aeroporto de Confins!!! Ainda lá, na hora de entrar na sala de embarque, quase fui confundida com uma "terrorista" por causa de uma tesoura que eu levava na bagagem de mão. Deixa eu explicar: comprei uma tesoura nova em Belo Horizonte, e minha mãe, que sempre me ajuda a colocar tudo o que compro dentro da mala, pôs a tesoura (embrulhada) na bagagem que eu levaria na mão. Por engano, é claro. Bom, o fato é que no "Raio X" eu fui questionada a respeito da tesoura e informada de que não poderia embarcar com a "perfurante", o que não é nenhuma novidade. É proibido levar qualquer objeto do tipo ou que ofereça risco aos passageiros e tripulantes na bagagem de mão. Mas para tudo dá se um jeito!!!!! A funcionária da Infraero, muito gentil por sinal, me disse que eu poderia voltar ao guichê da companhia aérea e despachar por lá. Porém, toda a minha bagagem já tinha sido despachada! Mesmo assim voltei ao guichê e expliquei a situação. O primeiro funcionário disse que eu não poderia despachar objeto retido. Outro disse que o "objeto" poderia ir num envelope, mas depois veio com uma conversa de que não poderia... Enfim, foi um tal de pode e não pode, mas acabei conseguindo! Obviamente com a boa vontade dos funcionários da BRA/Oceanair, que buscaram a minha mala para que eu guardasse a "assassina". Caso contrário eu teria que desistir dela. Mas não paguei R$8,90 por uma tesoura para deixá-la no aeroporto!!!! Ela foi comigo (ou melhor, dentro da mala)!
Além o atraso e do episódio da tesoura, fiquei tensa quando cheguei até o avião que me levaria a Salvador. Comprei passagem pela BRA, mas voei de Oceanair, afinal as duas companhias são parceiras agora.
E o avião era um Fokker 50, um modelo pequeno e que parece voar mais baixo! Fiquei num assento ao lado das turbinas, e nos momentos de pouso e decolagem (foram duas escalas) eu via as rodas, o que me provocava uma sensação um tanto estranha. A impressão é de que o avião poderia cair a qualquer momento. Nunca tinha voado num Fokker 50, apenas no Fokker 100 da TAM! Fora isso, os assentos são muito confortáveis e o atendimento dentro da aeronave em nada pecou!!!

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Nem bem cheguei (de avião) e recebo a notícia do acidente da TAM em Congonhas. Eu tinha ido para a aula de inglês e assim que cheguei em casa Marcones veio me falar do desastre. Achei que era brincadeira, mas com isso não se brinca. Senti um frio na espinha, fiquei arrepiada e estarrecida! Menos de 10 meses depois do trágico acidente com o vôo 1907 da Gol, que matou 154 pessoas, agora um outro desastre mancha ainda mais a imagem do setor aéreo brasileiro. Não tenho a menor dúvida de que há uma parcela muito grande de responsabilidade das autoridades neste novo episódio. Congonhas já registrou vários casos de derrapagens de aeronaves devido ao mau estado de conservação de suas pistas. Por causa disso, a pista principal passou por reformas no início deste ano e foi liberada para pousos e decolagens no dia 30 de junho. Porém, ela foi liberada sem que fosse feito o grooving (ranhuras para dar mais aderência aos pneus dos aviões e facilitar o escoamento da água). A ausência do grooving na pista auxiliar de Congonhas --a única disponível com a reforma da pista principal-- foi uma das críticas feitas em maio deste ano por Uébio José da Silva, do Sindicato dos Aeroviários, para justificar a predileção de pilotos em não pousar em Congonhas.
Agora nos perguntamos: será que apressaram as obras e liberaram a pista antes que ela estivesse realmente pronta? De quem é culpa? Qual a parcela de culpa das autoridades brasileiras? Até quando seremos vítimas do caos aéreo?

Um comentário:

Isabella Leal disse...

Muito bem qüestionado Cá, até quando viveremos este caos de ansiedade, stress e perigo constante? Estou super chocada e abalada com tda essa tragédia, ainda mais por pensar q vira e mexe eu e mamãe temos q descer em Congonhas, o q me traz um aperto no coração. Aperto maior ainda por saber q minha prima é comissária de bordo da tam, e poderia estar no meio destas vitímas, aperto por saber q vc e meu irmão estavam voando,e uma tristeza profunda pelos familiares das vitímas, q agora, só podem recorrer a Deus e seu consolo sobrenatural. Graças a Deus meus queridos amigos e familiares chegaram bem em seus destinos...mas até quando teremos essa certeza né?? grnade beijo minha amiga!