O bom da vida é sair por aí...Descobrir o mundo, descobrir as pessoas e as coisas...Sentir, olhar, experimentar... viver o que é bom e saber diferenciar...ampliar os horizontes sem ter medo de ousar!!!!

Por Camila Marinho

9 de maio de 2007

Aprendendo a gostar...


Quando decidi fazer jornalismo na faculdade não foi pensando no quanto iria ganhar depois de formada ou no prestígio da profissão. A escolha teve um único motivo: o gosto pelo jornalismo. Sempre fui muito curiosa e antenada para os fatos. E foi esse
instinto jornalístico que me motivou na escolha da profissão. Me lembro que no início da profissão tudo era maravilhoso... até o trabalho nos fins de semana me alegrava...Tudo era novidade e aquelas horas se transformavam em minutos de um sacrifício recompensador! Quase cinco anos depois de formada continuo gostando do que faço! Mas o gosto perdeu um pouco de espaço para certos sacrifícios, como trabalhar fim de semana, ano novo, natal, carnaval e todos os outros feriados do calendário! No meu caso, particularmente, continuo viva e ativa para o que faço...Mas vejo inúmeros colegas, com muitos anos de profissão, reclamarem e não terem mais o mesmo ânimo que tinham quando começaram...por coincidência, os mesmos colegas que escolheram a profissão por "gostar daquilo que se faz"!

A recomendação de muitos especialistas aos indecisos quanto à escolha profissional é única: façam o que gostem! Mas será que é assim que devemos guiar nossas escolhas profissionais?
Por mais que a gente goste do que faz, fazer algo por "obrigação" ou pela necessidade de receber um salário no fim do mês acaba se tornando muito chato! O que é melhor? Ir trabalhar ou jogar "aquela" partida de futebol?? Quando conheci meu marido, que foi jogador profissional de futebol, eu dizia: "que maravilha! Você faz o que todo homem gostaria de fazer: jogar futebol. E eu ainda completava dizendo que aquilo não era trabalho, mas lazer! Ele sempre me contestou e só depois de um tempo fui entender que não tinha nada de lazer! Por trás da bola em campo, existiam treinamentos puxados, maratonas pesadas, sacrifícios e muita, muita pressão! Pressão por um belo lance, por uma bola mal defendida, por um gol perdido.... E qualquer deslize, lá estava a dispensa!!!! Sabe o que ele fazia nos dias de folga? Não queria nem ouvir falar na tal "pelada", no "racha" com os amigos! A explicação para isso é que toda profissão, independentemente de qual seja, exige sacrifícios.. É preciso atingir metas, mostrar resultados e fazer com que a sociedade caminhe no seu ritmo natural...

Por mais que o médico ame a sua profissão e tenha todo o dom para determinada especialidade, você acha que ele gosta de fazer plantões nos fins de semana quando toda a família está reunida em um churrasco animado? Você acha que o garçom preferiria estar num boteco tomando um chopp ou atendendo ao seu pedido? Por mais que a gente ouça alguém dizer "adoro o que faço", vai chegar um momento em que essa pessoa vai se entendiar e cansar do que faz! Qual seria, então, o caminho certo para a boa escolha profissional? A melhor alternativa, na minha opinião, é APRENDER A GOSTAR DAQUILO QUE FAZ! Por mais que existam coisas chatas em seu trabalho, por mais que você não goste daquilo que faz, experimente fazer bem feito e com boa vontade! Seguindo este caminho, você vai passar a gostar mais de você e, principalmente, do seu trabalho. A vontade de fazer algo bem feito vai prevalecer e inúmeras portas se abrirão para você!

A SABEDORIA DA VIDA NÃO ESTÁ EM FAZER AQUILO QUE SE GOSTA, MAS GOSTAR DAQUILO QUE SE FAZ"
Leonardo da Vinci

obs: valeu pela dica Gustavo!

2 comentários:

Emerson Nunes disse...

Acho que os fins de semana de plantão e os horários de coruja são coisas complicadas no jornalismo, chegam até a comprometer a vida social. Lembro sempre dos seus conselhos quando estou de plantão e aprendi a gostar dos dias chuvosos enquanto estou trabalhando; ao menos tenho a falsa sensação de que não estou perdendo nada. Jornalismo é uma escolha sem volta.
Bjos,
Emerson Nunes

Anônimo disse...

Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu